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13.05.2015

Vasos sanguíneos artificiais

Cientistas da Universidade de Tecnologia de Viena e da Universidade Médica de Viena desenvolveram um novo material biodegradável para a criação de vasos sanguíneos artificiais muito mais compatíveis com o tecido do corpo do que os atualmente utilizados. Depois de testar com sucesso em ratos, a equipe está determinada a conduzir experimentos em pacientes humanos.

Vasos sanguíneos bloqueados podem rapidamente tornarem-se muito perigosos, eles são uma das causas mais comuns de morte nos países industrializados. Muitas vezes, é necessário substituir vasos sanguíneos bloqueados por outros vasos retirados do corpo ou artificiais. Estes vasos sanguíneos artificiais são feitos de materiais biodegradáveis que povoam gradualmente com células vivas para fazer um novo tecido. Quando o material artificial se dissolve, o novo e natural tecido assume.

No entanto, os pesquisadores dizem que os materiais artificiais hoje utilizados não são integralmente compatíveis com o tecido do corpo. "Os “enxertos” atuais muitas vezes revelam uma resistência limitada e, portanto, requerem paredes mais espessas ou reforçadas", observam. Outro problema é que estas estruturas podem fazer com que o novo vaso sanguíneo fique obstruído, especialmente se for um vaso de diâmetro pequeno.

Em seu estudo, os pesquisadores descreveram como eles desenvolveram os vasos sanguíneos artificiais a partir de um elastômero (poliuretanos termoplásticos) especial, que apresenta excelentes propriedades mecânicas. "Selecionando elementos moleculares muito específicos, conseguimos sintetizar um polímero com as propriedades necessárias”, explica o Dr. Robert Liska, membro da equipe. O tecido é ligeiramente poroso, permitindo que o sangue possa fluir entre o material e enriquecer as paredes com fatores de crescimento, que estimulam a migração de células nativas.

Os testes dos novos vasos sanguíneos artificiais em ratos mostraram que, após seis meses, não houve evidência de abaulamento (aneurisma), bloqueio (trombose) ou inflamação. "As células endógenas tinham colonizado as próteses vasculares que se transformaram em tecido natural do corpo", conclui Helga Bergmeister, professora assistente na investigação biomédica na Universidade Médica de Viena. Os pesquisadores ficaram surpresos como o tecido natural do corpo regenerou-se muito mais rápido do que eles esperavam. No final desse processo restaurador, um vaso sanguíneo natural e totalmente funcional ocupou o lugar da prótese.

O próximo passo da equipe é aperfeiçoar o material. Os cientistas acreditam que, ainda que haja a necessidade de mais ensaios pré-clínicos, seu novo material estará pronto para o uso humano em poucos anos.

Texto readaptado e traduzido.
Fonte: Medical News Today



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