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20.05.2015

US como alternativa no diagnóstico de fraturas

Um grupo científico realizou um estudo sobre a utilidade e eficiência do ultrassom para detectar a presença de fraturas menores nos pacientes que apresentaram lesões leves. A análise revelou que 85% dos pacientes com fratura confirmada através do raio-x tinham as lesões também detectadas pela ultrassonografia. Os autores acreditam que os médicos de emergência poderiam estudar as imagens captadas pelo ultrassom para encaminhamentos, mas a exclusão de possíveis fraturas ainda seria confirmada pela radiologia.

A pesquisa mostra que o ultrassom poderia desempenhar um papel significativo na detecção de pequenas fraturas no futuro. A medida reduziria a exposição à radiação, bem como proporcionaria uma alternativa às unidades de radiologia numa eventual emergência. Ao longo de um período de 12 meses, 97 pacientes com suspeita de fraturas menores, que foram atendidos na unidade de pequenas lesões do Cirencester Hospital's, participaram do estudo que foi publicado no Emergency Nurse Journal.

Após as avaliações clínicas de suspeitas de fraturas de membros, onde a pele não foi danificada (fraturas fechadas), os pacientes foram encaminhados para procedimentos com raio-x, como de costume, mas também para geração de imagens em aparelhos de ultrassom. Posteriormente, as imagens foram comparadas. Os resultados mostraram que 60 pacientes (62%) tiveram fraturas confirmadas pela avaliação do raio-x de rotina. A análise mostrou que 51 destes pacientes (85%) apresentaram lesões detectadas por meio da ultrassonografia. O ultrassom captou, em 87% de 24 pacientes, fraturas no braço.

Para os pesquisadores, o ultrassom é de fácil execução e os pacientes que participaram do estudo disseram que é mais conveniente, menos doloroso e angustiante que a radiografia. O ultrassom também permite a comparação dos membros direito e esquerdo, sem preocupação com a exposição múltipla a radiação. "O estudo sugere que a ultrassonografia é uma maneira confiável para detectar fraturas, por exemplo, da extremidade distal do rádio ou ulna, e é razoável concluir que os aparelhos de ultrassom possam desempenhar um papel cada vez mais importante na avaliação de pacientes com suspeita de fraturas menores ou mesmo sutis em situações emergenciais”, comentaram os autores Salam Musa e Paul Wilson. Eles acrescentaram que o estudo demonstra que os médicos podem estudar e avaliar fraturas por meio da ultrassonografia, mas reforçam que "a exclusão de fraturas ainda compete aos radiologistas”.

Texto readaptado e traduzido.
Fonte: Emergency Nurse Journal



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