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15.04.2015

Ultrassonografia: a melhor opção para diagnóstico por imagem

A ultrassonografia deve ser a primeira opção quando pacientes são remetidos a procedimentos de diagnóstico por imagem. O ultrassom é mais seguro que outros tipos de aparelhos, defende uma equipe de obstetras e ginecologistas em artigo publicado em 31 de março no American Journal of Obstetrics & Gynecology.

 Eles apoiam uma iniciativa chamada “Ultrasound First”, que incentiva os médicos a utilizarem o ultrassom quando há necessidade de obter imagens mais nítidas e assertivas na área do corpo do paciente que requer exames. A US é mais eficaz se comparado com outros métodos de imagem, defendem. "Esta recomendação aplica-se especialmente às pacientes obstétricas e ginecológicas. Um ultrassom, habilmente executado e bem interpretado, geralmente elimina a necessidade da realização de técnicas de imagem adicionais, mais caras e complexas”, disse o autor do artigo Dr. Beryl Benacerraf.

 Atualmente, muitas mulheres com dor pélvica ou dores no flanco passam, primeiramente, por tomografia computadorizada, e, por vezes, exames de ressonância magnética, observou Benacerraf, que também é professor clínico de obstetrícia, ginecologia e biologia reprodutiva e radiologia da Harvard Medical School e Hospital Brigham and Women, em Boston. “No entanto, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética da pelve muitas vezes resultam em conclusões pouco claras que exigem mais esclarecimentos através do ultrassom”, disse. Além disso, o crescente uso de CT levanta preocupações de segurança, acrescentou Dr. Steven Goldstein, coautor do artigo e professor de obstetrícia e ginecologia na NYU School of Medicine.

 "O uso de tomografias triplicou desde 1993", disse Goldstein, observando que a radiação associada ao CT pode representar um risco aos pacientes. Estima-se que 29.000 cânceres futuros poderiam estar relacionados ao CT feito nos Estados Unidos, só em 2007, acrescentou Goldstein. Quase metade desses tipos de câncer foi atribuída a CT da pelve e abdome.

 "Por exemplo, os pacientes com suspeita de pedras nos rins frequentemente passam, em primeiro lugar,  por uma tomografia computadorizada, apesar da exposição a cargas radioativas. Em um estudo recente, a maioria dos pacientes avaliados pela primeira vez por ultrassom não necessitaram de outros exames, poupando a exposição à radiação”, finalizou Goldstein.  Deve-se a isso, o fato da ultrassonografia utilizar ondas sonoras ao invés de radiação.

Texto readaptado e traduzido.
Fonte: Health Day News



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