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15.03.2015

Sociedade de Radiologia Intervencionista apresenta estudo de novo tratamento utilizando a tecnologia de impressão 3D

A Sociedade de Radiologia Intervencionista (SIR) anunciou os resultados de um estudo que sugerem que a impressão tridimensional (3D) pode se tornar uma poderosa ferramenta para personalizar os tratamentos com a radiologia intervencionista.  Com esta técnica os médicos têm a capacidade de construir dispositivos para um tamanho e formato específicos, atendendo as necessidades individuais de cada paciente. O estudo está sendo apresentado na 40º Reunião Anual da SIR em Atlanta, Estados Unidos. De acordo com a SIR os pesquisadores e engenheiros colaboraram para imprimir os cateteres, endopróteses expansíveis e filamentos bioativos, dando a estes dispositivos a capacidade de entregar medicamentos antibióticos e quimioterápicos para uma área celular específica.

"A impressão tridimensional permite adaptar materiais para uma intervenção muito mais precisa. Ela proporciona a construção de dispositivos moldados para específicas necessidades a partir da anatomia única de cada paciente. Esta ferramenta amplia as opções de tratamentos na radiologia intervencionista.", comenta Horácio D'Agostino, líder de pesquisas em radiologia intervencionista na Louisiana State University Health Sciences Center em Shreveport, Louisiana.

Dr. D'Agostino e a sua equipe de engenheiros biomédicos da Louisiana Tech University utilizaram a tecnologia de impressão 3D para desenvolver filamentos bioativos, cateteres e stents contendo antibióticos ou quimioterápicos. Estes tipos de dispositivos podem ajudar pacientes a evitarem um segundo procedimento ou tratamento que utilizem materiais convencionais.

Os pesquisadores testaram cateteres contendo antibióticos que liberaram lentamente a droga e verificaram que os dispositivos inibiram o crescimento bacteriano. Descobriu-se também que os filamentos com agentes quimioterápicos foram capazes de inibir o crescimento de células cancerosas.

"Nós tratamos uma grande variedade de pacientes. A impressão tridimensional nos permite elaborar dispositivos que são mais adequados para determinados grupos de pacientes que são tradicionalmente difíceis de tratar, como, por exemplo, crianças e obesos, que possuem anatomias diferentes. Há infinitas possibilidades a serem exploradas com essa tecnologia." D'Agostino ainda reafirma que esse sucesso inicial com as impressões em 3D encoraja a realização de mais estudos na área. Ele também vê nesta pesquisa a oportunidade de colaborar com outras especialidades médicas para oferecer mais qualidade e atendimento personalizado para todos os tipos de pacientes.

Texto readaptado e traduzido.
Fonte: Medical News Today

 



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