BLOG

05.08.2015

Ortopedia do futuro: materiais como seda e cola serão usados em implantes

Parafusos de seda absorvidos pelo organismo e ossos artificiais à base de PVA repararão fraturas e ferimentos. Pesquisadores da Universidade de Tufts, da Harvard Medical School e do Centro Médico Beth Israel Deaconess, nos Estados Unidos, produziram 28 parafusos a partir de proteínas obtidas de bichos-da-seda e os implantaram em seis ratos. Após um período de seis semanas, os parafusos começaram a se dissolver no organismo das cobaias. Por quê? Segundo os cientistas, isso se deve à fibra natural contida em sua composição.

As perspectivas são animadoras: daqui a alguns anos, esses parafusos poderão substituir os de metal atualmente empregados para reparar ossos quebrados. As placas e os parafusos de metal, embora ainda o mais utilizado método de religar e fixar partes rompidas, são rígidos, incômodos e causam riscos de infecção. E os polímeros sintéticos alternativos, além de difíceis de implantar, também provocam reações inflamatórias. Já a composição e a rigidez da substância extraída das glândulas do bicho-da-seda são semelhantes à dos ossos humanos, além de não interferir em aparelhos de raios-X, disparar alarmes ou causar sensibilidade ao frio por causa do metal.  

Nessa mesma linha, pesquisadores da Queen Mary University, na Inglaterra, desenvolvem um osso artificial fabricado a partir de material plástico derivado do PVA, componente da cola cremosa e branca, que tenha as mesmas propriedades do osso natural. Esse material poderá ser usado para reparar fraturas e ferimentos, além de ser leve e resistente. Por ser poroso, esse osso de cola permite a circulação de sangue e células através dele, o que ajuda bastante a regeneração da área afetada. Um processo de aquecimento em forno livra esse material de substâncias potencialmente nocivas do plástico, deixando o osso artificial pronto para ser implantado. Experimentos em alguns voluntários com fraturas mais simples já deram resultados positivos, o que anima os pesquisadores.

Texto reproduzido.
Fonte: Universo Médico



RECEBA NOVIDADES

Inscreva-se em nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os cursos da Meddco