BLOG

16.12.2015

Caso de microcefalia por Zika Vírus no RS

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou o primeiro caso de microcefalia com relação ao vírus Zika no RS. Moradora de Esteio, a gestante teria contraído o vírus no primeiro trimestre da gravidez, em janeiro, quando viajou para Pernambuco. O bebê nasceu há quatro meses, quando a microcefalia foi confirmada. Até sábado, 12, foram notificados 2.401 casos de microcefalia em 549 municípios de 20 unidades da Federação. Desses, 134 foram confirmados como tendo relação com o vírus, 102 foram descartados e 2.165 estão sob investigação.

O Ministério da Saúde diminuiu de 33 centímetros para 32 centímetros a medida padrão do perímetro cefálico dos bebês, seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Todos os recém-nascidos que apresentarem crânio menor do que isso serão considerados suspeitos de microcefalia. Segundo o ministério, a medida anterior foi definida para "incluir um número maior de bebês na investigação".

O Zika invade a placenta da mulher grávida, entra na corrente sanguínea do bebê e provoca uma inflamação dos neurônios, comprometendo a formação do cérebro, que fica diminuído. A criança com microcefalia, segundo pediatras, pode ter problemas linguísticos, cognitivos e motores, retardando o desenvolvimento de habilidades básicas como falar, sentar, engatinhar e andar.

Diagnóstico da microcefalia

O diagnóstico da microcefalia é relativamente fácil pois se baseia no exame da morfologia do crânio e da circunferência da cabeça. Esse exame é realizado com a ajuda de uma fita métrica que permite a medida do perímetro craniano e a comparação com as curvas da normalidade. O diagnóstico da microcefalia pode também ser feito durante a gravidez, por meio de uma ultrassonografia pré-natal.

Texto reproduzido.
Fonte: Zero Hora



RECEBA NOVIDADES

Inscreva-se em nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os cursos da Meddco