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27.05.2015

A ressonância magnética no diagnóstico precoce de doenças reumáticas

A forma mais comum da doença é a osteoartrite, mas outras formas reumáticas comuns de artrite incluem gota, fibromialgia e artrite reumatoide. Esta última acomete entre 0,5% e 1% da população mundial adulta e é cerca de três vezes mais comum em mulheres – com picos de incidência por volta dos 50 anos. No Brasil, há estimativas de que a doença acomete 0,46% da população.

De origem desconhecida, a artrite reumatoide provavelmente é de causa multifatorial, decorrendo de uma combinação de predisposição genética disparada por um fator ambiental, acarretando em uma resposta autoimune contra os tecidos sinoviais, que recobrem tendões, articulações e bursas, com hiperplasia sinovial e formação de pannus (que consiste em um tecido inflamatório crônico sinovial), destruindo cartilagem e o osso subcondral. Os sintomas iniciais geralmente comprometem os punhos e as mãos, num padrão simétrico e de distribuição proximal.

Mas os pés e grandes articulações também podem ser acometidos pela doença que, tardiamente, pode atingir ainda outras estruturas e sistemas, como pulmões, sistema cardiovascular, pele e olhos. As manifestações musculoesqueléticas são dominantes e as mais precoces na artrite reumatoide. Devido a essas peculiaridades, os exames de ressonância magnética são particularmente sensíveis no diagnóstico precoce da artrite reumatoide.

Os achados incluem espessamento sinovial, formação de pannus, afilamento das cartilagens, cistos e erosões subcondrais, edema ósseo periarticular e derrame articular. Os sintomas incluem: dores generalizadas, cansaço, indisposição, rigidez matinal; aumento de partes moles, inchaço das articulações das mãos e punhos, geralmente simétricos; nódulos reumatoides (localizados debaixo da pele, principalmente em áreas de apoio). Tais sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, sendo sempre importante que o paciente procure um reumatologista para conduzir ao diagnóstico e tratamento corretos.

Nesse contexto, a ressonância magnética das extremidades torna-se um aliado importante na avaliação das pequenas articulações que costumam ser comprometidas pela artrite reumatoide. O exame é realizado com maior conforto numa cadeira reclinável, inserindo-se apenas a área anatômica de interesse no equipamento. Além de simplificar e agilizar o exame, o paciente sente-se mais tranquilo ao saber que não precisará ficar deitado em um espaço restrito – o que é particularmente importante em casos de claustrofobia.

Outra vantagem é que o paciente infantil ou idoso pode ser acompanhado por um familiar o tempo todo. O equipamento de ressonância magnética das extremidades é de alto campo (1,5 tesla) e conta com um sistema sofisticado que não utiliza radiação ionizante, possibilitando diagnóstico avançado das articulações das extremidades do corpo de forma eficiente. É, portanto, ideal para diagnosticar artrite reumatoide.

Texto reproduzido.
Fonte: Jornal “O Debate”



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